A Óleoponto, startup de MS e empresas juniores da USP,  criaram uma tecnologia transformadora, que facilita o descarte correto de óleo de cozinha usado residencial, buscando contribuir com o meio ambiente

O impacto do ser humano no meio ambiente é cada vez mais notável e o assunto nunca esteve tão em evidência como nos últimos anos. A escassez de recursos naturais e a crescente poluição da natureza causam um grande temor sobre as condições de vida das próximas gerações. A partir dessa preocupação, o arquiteto Zadrik Mendonça, de Jardim (MS), criou a empresa Óleoponto.

Canecas Personalizadas

A startup surge para solucionar a questão do descarte incorreto de óleo de cozinha usado residencial no Brasil. O país produz cerca de 3 bilhões de litros de óleo vegetal comestível a cada ano e a cada 4 litros consumidos nas residências, 1 é mal descartado. Isso representa mais de 700 milhões de litros de óleo de cozinha usado lançados no meio ambiente sem o devido cuidado ou controle todos os anos. A prática incorreta mais usual para o descarte de óleo nos domicílios é o uso dos ralos de cozinha. Essa atitude, além de resultar em um grande problema nas tubulações das casas e edifícios, causa uma séria contaminação em rios, lagos e mananciais, nos quais um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água.

A Óleoponto apresenta uma solução inovadora para esse grande problema ambiental. A ideia da empresa é simplificar e incentivar, por meio de bonificações, o descarte correto do óleo de cozinha usado, transformando isso num hábito do brasileiro. A máquina funciona de forma extremamente simples: o usuário leva o óleo em uma garrafa PET e, depois de um rápido cadastro no painel interativo, a máquina coleta o óleo de forma higiênica e com sistema para evitar fraudes. O cadastro serve para que o usuário colete pontos a cada descarte, que poderão ser trocados por benefícios.

Esse projeto só pôde sair do papel a partir de parcerias firmadas pela Óleoponto com duas empresas juniores da Universidade de São Paulo (USP), a EESC jr e a FEA Júnior USP. A primeira é a empresa júnior da Escola de Engenharia de São Carlos, que desenvolveu o projeto e construiu toda a máquina coletora de óleo, visando a atratividade dela para usuários, donos de estabelecimentos e recicladores de óleo. Concomitantemente, a empresa júnior da Faculdade de Economia e Administração da USP desenvolveu o modelo de negócios da startup, estruturando as áreas de marketing, finanças e operações da empresa. O que começou como uma alternativa financeiramente mais viável para Zadrik, resultou em uma parceria muito bem sucedida para o projeto e que ajuda a desenvolver o empreendedorismo jovem na Universidade. Além disso, em uma dessas parcerias, Zadrik encontrou seu atual sócio Gabriel Augusto, ex-membro da FEA Júnior USP.

Em seu curto período de existência, a Óleoponto já acumula grandes experiências. No ano de 2019, o projeto participou do Encontro Nacional das Empresas Juniores, em Gramado (RS), onde se apresentou para mais de 5 mil estudantes universitários. Em 2020, foi uma das 40 finalistas do InovAtiva de Impacto, concurso entre startups voltadas à área socioambiental, no qual ganhou a oportunidade de participar do ciclo de aceleração de 6 meses. Neste ano de 2021, foi uma das 14 finalistas no Desafio de Inovação no Saneamento – Open Spot ABES, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Além de tudo isso, a Óleoponto está participando de um dos maiores programas de aceleração de startups do Brasil, o Capital Empreendedor, promovido pela SEBRAE.

Hoje, o projeto está prestes a ter sua primeira máquina colocada em funcionamento. Ela será implementada na cidade de Andradina, interior de SP, ainda no primeiro semestre.

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