Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV detectou que faturamento de negócios liderados por pretos e pardos apresenta maior queda

Os empreendedores negros estão com mais dificuldades para recuperar o faturamento pré-pandemia. De acordo com a 13ª Pesquisa de Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), 72% dos empreendedores negros estão faturando menos, contra 66% dos brancos. Além disso, apenas 10% dos entrevistados negros (pretos+pardos) alegaram que estão faturando mais, enquanto 14% dos brancos tiveram essa percepção.

A pesquisa também revela que os negros têm uma perda média de faturamento de -35%, já entre os brancos, esse resultado vai para -27%. “Mesmo os negros estando mais presentes no comércio eletrônico e tendo feito mais adaptações para estarem funcionando, eles não estão se recuperando no mesmo ritmo, o que faz com que 42% desses empreendedores aleguem que estão com muitas dificuldades para manter o seu negócio, contra 38% dos brancos”, observa o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Canecas Personalizadas

Melles ainda destaca que a maior dificuldade de acesso a crédito entre os negros pode influenciar essa retomada mais lenta. Apesar da metade dos empreendedores, sejam brancos ou negros, recorrerem às instituições financeiras, 45% dos negros que recorrem aos bancos têm seus pedidos negados, contra 32% dos brancos.

A falta de acesso a crédito também acaba influenciando as dívidas dos empreendedores negros. Segundo a 13ª pesquisa de Impacto, 35% dos negros estão inadimplentes contra 24% dos brancos e para 60% dos empreendedores pretos e pardos, as dívidas representam 30% ou mais dos custos mensais. “Mas apesar de todas as dificuldades, mais empreendedores negros querem investir no seu negócio em 2022. Do total de entrevistados, apenas 14% afirmaram que não pretendem investir na empresa nesse ano. Já entre os brancos, esse número subiu para 19%”, conclui Carlos Melles.

 

Outros dados da Pesquisa

  • Os negros realizaram mais adaptações para continuar funcionando. 57% deles realizaram mudanças, contra 54% dos brancos.
  • Os negros estão mais presentes nas redes sociais: 75% comercializam seus produtos nessas plataformas. Entre os brancos, o percentual cai para 73%.
  • Os negros utilizam proporcionalmente mais o Pix: 88% contra 85% dos brancos.
  • Investir na divulgação do negócio é a opção de 20% dos empreendedores, independentemente de raça.
Matéria anteriorMaior produtora de papéis do Brasil doa R$ 1,5 milhão para projetos ligados a crianças e adolescentes
Próxima matériaConsumo consciente: metade dos millenials nunca fizeram uma compra em brechó

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

18 − 18 =