O objetivo é aumentar a presença feminina às vagas no mercado de TI

Apesar de ter sido uma mulher a criar o primeiro programa de computador (Augusta Ada King, em 1843), o mercado de trabalho para esta área ainda é desigual, tanto no Brasil quanto em outros países. A representatividade feminina em cargos técnicos, de liderança, análise ou gestão é tímida e chama a atenção de órgãos como a Onu (Organização das Nações Unidas) e empresas como a Microsoft.

De acordo com pesquisa realizada pela Women in Tech, do Reino Unido, apenas uma em cada seis especialistas em tecnologia no país são mulheres. E um a cada 10 cargos de liderança são ocupados por elas. Ainda de acordo com esta mesma pesquisa, há uma indicação efetiva de que se mais mulheres trabalhassem no mercado da tecnologia, a economia seria mais dinâmica. Isso porque, as habilidades de comunicação e ideias mais abrangentes poderiam ser aproveitadas de maneira criativa e efetiva para os produtos e serviços ofertados ao mercado consumidor.

Canecas Personalizadas

Um exemplo deste salto é a área de vídeo games. A pesquisa Game Brasil mostrou que 69,8% das brasileiras jogam algum tipo de jogo eletrônico e dentre os gamers profissionais a mulher representa maioria com 53,8% das jogadoras que podem ser classificadas como ‘hardcore”. Apesar disso, o preconceito ainda é latente.

Para tentar igualar as oportunidades entre homens e mulheres, a Onu apontou como uma de suas prioridades, para os próximos anos, o incentivo à educação técnica para a mulher. Esta iniciativa faz parte da Educação 2030, que atende ao compromisso do movimento Educação para Todos (Education for All), cujo objetivo é garantir acesso à educação básica em todo o mundo. Além de exigir igualdade de gênero entre meninos e meninas, mulheres e homens para que todos sejam empoderados por meio da educação e de maneira igualitária.

Brasil luta para dar voz às mulheres na tecnologia

No Brasil esse movimento não seria diferente. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a participação das mulheres no mercado de tecnologia cresceu 60% nos últimos cinco anos. Foi de 27,9 mil para 44, 5 mil em 2020. O que reforça essa busca. Além disso, alguns outros dados preocupam. Por exemplo:

  • 21% das equipes de tecnologia do Brasil não têm mulher – Época
  • Mulheres negras recebem menos da metade do salário dos homens brancos no Brasil – El País
  • Empresas lideradas por mulheres negras são as mais atingidas na pandemia – Agência Brasil
  • A recessão gerada pela pandemia impacta mais mulheres no mercado de trabalho – Folha de S.Paulo

De acordo com a Sociedade Brasileira de Computação, apenas 15% dos estudantes de ciência da computação são mulheres. Das mulheres que entram nos cursos de tecnologia da informação 79% desistem ainda no primeiro ano. 74% das meninas afirmam gostar de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, mas só 0,4% optam por estudar tecnologia da informação, quando adultas.

A representatividade feminina vem ganhando espaço, apesar das estatísticas. Iniciativas como U.X para Minas Pretas, Preta Lab e agências de SEO como a Hedgehog Digital, que promovem eventos exclusivos para dar voz às mulheres, é cada vez mais comum. É o caso do “SEO por ELAS”, uma iniciativa que une, anualmente, mulheres do Brasil e do mundo para debater sobre o mercado de SEO e a presença das mulheres em cargos técnicos.

Para Carolina Peres, Head de Digital PR da Hedgehog Digital, a meta é dar voz às mulheres para que possam mostrar seus feitos, conhecimento e expertise e com isso convidar mais mulheres a fazer parte do mercado. “O SEO é um mercado mágico, mas ainda observamos nuances que incomodam. Homens que não ouvem ou pessoas que não dão credibilidade, justamente por ser mulher. Eu já me senti muito inferiorizada por homens ignorantes que não sabem se comunicar, respeitar ou nos dar espaço para opinião. Isso não deve mais acontecer.”, aponta a especialista.

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