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Guia de Monetização de Impacto Social vai medir o impacto socioambiental das ações de empresas

Voltado para empreendedores e investidores de impacto, material traz análises comparativas de ferramentas e alternativas para mensuração de resultados gerados por projetos de investimento socioambiental

Com o objetivo de apresentar as principais técnicas disponíveis para medir o retorno dos investimentos sociais, a Good Karma Ventures, gestora de investimentos com foco em negócios de impacto, em parceria com o Insper Metricis, núcleo de medição para investimentos de impacto socioambiental do Insper, lançam o Guia de Monetização de Impacto Social.

Elaborado por Sérgio G. Lazzarini, José Geraldo Setter Filho, Jorge Norio Rezende Ikawa e Octavio Augusto Darcie de Barros, integrantes da equipe do Insper Metricis, com o apoio financeiro da GK Ventures, o Guia é voltado para os interessados em medir o impacto de seus investimentos, principalmente para os gestores de recursos que têm o propósito de gerar retorno financeiro, ao mesmo tempo em que apoiam a resolução de problemas socioambientais. Uma de suas utilidades se dá na identificação de fortalezas, fraquezas e potenciais pontos de atenção nos projetos dessa área.

Canecas Personalizadas

“Como todo investidor, os de impacto se preocupam também com a efetividade de seus investimentos. Usualmente o retorno financeiro de um projeto depende de quão bem gerenciados e alocados são os recursos. No entanto, o desempenho dos investimentos sociais depende adicionalmente da criação de ganhos de qualidade de vida, ou seja, melhorias no nível de bem-estar dos beneficiários do projeto”, afirma Patricia Nader, head de ESG e investimentos de impacto da Good Karma Ventures.

De acordo com Sérgio Lazzarini, do Insper Metricis, como os recursos financeiros são escassos, a monetização possibilita a comparação e facilita a alocação de recursos. A análise econômica também é importante para situações em que, apesar dos impactos positivos, os custos são tão altos que o programa não gera ganhos líquidos. Porém, há inúmeros cuidados a ser tomados nesse processo, que são discutidos em detalhe no Guia. “Há resultados socioambientais difíceis de mensurar e converter em resultados financeiros”, diz Lazzarini. “Por exemplo, quanto vale uma vida? Há diversas metodologias, mas, ao final, os gestores podem concluir que preservar vidas (ou outro resultado social do projeto) é prioritário. Esses dilemas éticos também devem ser considerados”.

O Guia de Monetização de Impacto é dividido em seções que apresentam em detalhes quatro abordagens alternativas para monetizar o impacto social: a Análise de Custo-Efetividade (do inglês, Cost-Effectiveness Analysis — CEA), a Análise de Custo-Benefício (Cost-Benefit Analysis — CB), o Retorno Social sobre o Investimento (Social Return on Investment — SROI) e a Abordagem de Ponderação de Impacto (Impact-Weighted Accounts — IWA). Com essas ferramentas, é possível comparar vantagens e desvantagens de cada método. O material completo pode ser acessado aqui.

A Good Karma Ventures já utiliza uma das abordagens, a de Análise Custo-Benefício (também conhecida como “Múltiplo de Impacto”). Por meio desta, a gestora avaliou o caso da sua empresa investida Zenklub, uma plataforma de terapia online. A partir de análises de estudos e parâmetros pré-estabelecidos de fontes reconhecidas em diversas frentes, a GK Ventures concluiu que a Zenklub tem um potencial de gerar um valor social de R$ 1,2 bilhão, resultando em um retorno do investimento do ponto de vista do impacto para a sociedade da ordem de oito vezes o capital investido.

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