A companhia, que já evitou que o equivalente a 1 bilhão de garrafas PET poluísse os oceanos no mundo, trabalha para melhorar as condições de vida de coletores que vivem em comunidades costeiras vulneráveis

A Plastic Bank, empresa social canadense que ajuda a impedir que o plástico polua os oceanos, atingiu a marca de mais de 1 milhão de quilos de materiais plásticos – o equivalente a 54 milhões de garrafas PET – coletados para reciclagem no Brasil. Este marco representa o compromisso da empresa em acabar com o uso único de plástico descartável, ao mesmo tempo em que melhora a vida de coletores em comunidades vulneráveis.

O movimento constrói ecossistemas éticos de reciclagem em comunidades costeiras e reprocessa os materiais para reintroduzi-los na cadeia global de fornecimento para manufatura. Os coletores envolvidos com o trabalho recebem bônus pelos materiais que recolhem, ajudando-os a suprir necessidades básicas e a viver em melhores condições socioeconômicas.

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Para isso, a empresa firma parcerias, estrutura pontos de coleta seletiva e registra os profissionais associados em um programa que oferece remuneração extra pelo volume de material arrecadado. O trabalho no país teve início no Rio de Janeiro, onde a Plastic Bank fechou parcerias com 18 pontos de coleta seletiva e apoiou a inauguração de quatro centros destinados exclusivamente ao recebimento de plástico. Hoje, já são mais de 2.490 coletores registrados no programa.

“Nós estamos felizes por atingir a marca de 1 milhão de quilos de plástico coletados no Brasil, porque isso nos aproxima da nossa visão de gerar impacto ambiental, social e econômico positivo em todo o mundo”, comenta o CEO David Katz.

A Plastic Bank está, agora, expandindo e intensificando a operação no Brasil. Até o final deste ano, a empresa vai inaugurar três pontos de coleta no Espírito Santo e iniciar o trabalho em São Paulo.

A Diretora Geral da Plastic Bank no Brasil, Helena Pavese, conta que as possibilidades de expansão são enormes, considerando a interseção entre poluição e pobreza no país. “No Brasil, um território com uma costa litorânea tão extensa, todos deveriam ter a missão clara de ajudar a reduzir o volume de plástico que chega aos oceanos. Queremos transformar um ciclo vicioso de descarte incorreto de lixo e de desvalorização do trabalho de catadores em um novo ciclo, virtuoso, caracterizado pela redução da poluição hídrica e pela melhoria da qualidade de vida de camadas mais vulneráveis da população. Falta pouco para oferecermos ao mercado brasileiro o Plástico Social, um selo que assegura às empresas compradoras a participação e o apoio nesse processo”

Além do Brasil, a Plastic Bank atua hoje em mais quatro países: Haiti, Indonésia, Filipinas e Egito.

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