Primeira ação de economia circular para reuso de gesso é aplicada nos canteiros de obras da construtora e incorporadora paulista

Programa inédito de economia circular em grandes empreendimentos imobiliários já está sendo desenvolvido na capital paulista. A Trisul e a Placo do Brasil, empresa do grupo Saint-Gobain, firmaram parceria e iniciaram o processo para reuso do gesso obtido por restos de Drywall nas construções.

Também conhecida como construção a seco, a técnica utiliza placas em vez de alvenaria ou gesso em pó tradicional, trazendo versatilidade; além das vantagens de não utilizar água, acelerar as obras e de produzir menos resíduos. “O Drywall gera apenas 5% de resíduo, o que é 15% a menos do que na alvenaria, que no caso não será desperdiçado. A Trisul reaproveita tudo e agora, em parceria com a Saint-Gobain, somos pioneiros em reuso do gesso, ampliando a economia circular”, conta Roberto Júnior, diretor de engenharia da construtora e incorporadora paulista Trisul.

Canecas Personalizadas

Neste processo, todos os resíduos de Drywall são coletados e armazenados em local específico nos canteiros, separados de outros materiais, como madeira, metais, papéis e plástico, e levados pela fabricante Placo para reaproveitamento em sua linha de produção. “Os resíduos são levados para a reciclagem e então passam por um processo de trituração e remoção do papel. Esse gesso isolado possui a mesma estrutura química da gipsita que é o minério utilizado para a produção das placas de gesso. Desse modo, o material limpo pode ser utilizado novamente na cadeia produtiva”, explica Carlos Mattar, diretor comercial de vendas técnicas da Saint-Gobain.

A técnica de reuso está sendo utilizada no empreendimento Sonare Pinheiros da Trisul. “Estimamos retornar à cadeira produtiva cerca de 80m³ do material residual de placas de gesso. Isso sem contar na antecipação de entrega ao cliente, que também é reduzida, já que a construção a seco demanda menos tempo”, afirma Roberto Júnior.

A sustentabilidade no meio imobiliário busca minimizar os impactos negativos ao meio ambiente e à sociedade. De acordo com os dados da última pesquisa do United States Green Building Council (USGBC), instituto criador de um sistema de classificação de edifícios sustentáveis, o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial, do qual fazem parte 180 países.

Com um conjunto de políticas e ações econômicas e sociais responsáveis, a Trisul, construtora e incorporadora paulista, já adota práticas sustentáveis em suas obras há 11 anos. “Como resposta ao nosso gerenciamento de recursos de toda a cadeia produtiva, somos certificados com o Selo Aqua desde 2015 e tivemos os primeiros empreendimentos com o Selo Procel do Brasil”, afirma Roberto Júnior.

Os clientes, por sua vez, estão cada vez mais preocupados em adquirir produtos sustentáveis de empresas que realmente se importam com o meio ambiente. O último estudo realizado pela agência de pesquisa norte-americana Union + Webster em 2019, e divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), mostra que 87% da população brasileira prefere comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis e 70% dos entrevistados disseram que não se importam em pagar um pouco mais por isso. “As empresas que adotam práticas responsáveis com o meio ambiente transmitem mais credibilidade, afinal, demonstram compromisso com a sociedade e com o futuro do planeta”, acredita Roberto.

 

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