Cataki+LongaVida promove elo produtivo entre catadores de recicláveis autônomos e cooperativas com indústrias recicladoras

O Cataki, aplicativo criado pelo Pimp My Carroça, em 2017, está conseguindo adentrar em lugares nunca antes alcançados no ciclo da reciclagem. Em uma nova iniciativa, o Cataki+ se torna um programa de remuneração extra para reciclagem de embalagens longa vida, com o apoio da marca fabricante de embalagens, a global Tetra Pak. O Cataki+LongaVida é um projeto piloto inédito voltado para catadoras e catadores autônomos e cooperativas da cidade de São Paulo.

“Hoje o catador não recolhe porque não sabe onde repassa e se as pessoas e comércios compram” comenta Elismaura Pereira, catadora autônoma que atua em São Paulo. No grupo de materiais recicláveis das vendas certas estão papelão e alumínio, por exemplo. No caso das embalagens longa vida, entre as principais dificuldades para catadores que atuam nas ruas de forma autônoma estão: encontrar compradores e um preço condizente pela venda do material. “Percebemos que essa era uma dúvida comum.

Canecas Personalizadas

Então, incluir no projeto e no aplicativo locais que compram esse material e indicar parceiros para a comercialização dessas embalagens, bem como a divulgação e instrução é fundamental para a rede funcionar”, explica Patricia Rosa, coordenadora do Cataki.

Para superar esses desafios, a proposta do programa Cataki+LongaVida foi desenvolver uma operação piloto na cidade de São Paulo que começa a colher os primeiros resultados. Por meio de informação, educação e bonificação, a iniciativa conecta catadores autônomos à coleta das embalagens longa vida, integra grupos de catadores em cooperação, ao mesmo tempo que promove melhores condições de compra e venda de material.

Um dos grandes diferenciais é a implementação de um sistema de bonificação ao catador, como uma espécie de subsídio que aumenta o valor do material e, consequentemente, a sua renda. No aplicativo, o catador participante do programa Cataki+LongaVida receberá transferência bancária no valor de R$ 0,25 por quilo de embalagem coletada nos pontos consolidadores parceiros do projeto.  Pelo trabalho de consolidação, inclusão e acolhimento dos catadores, as cooperativas – sendo esses pontos consolidadores -, receberão um bônus idêntico pelo serviço no sistema produtivo proposto.

“Está em nossas prioridades fazer parte de transformações que valorizam o trabalho dos catadores e cooperativas ao passo que fortalecem a reciclagem no Brasil. O Cataki+LongaVida foi pensado para ser o catalizador de novos cenários para a reciclagem em nosso País, unindo inovação a sustentabilidade. Ver a iniciativa se materializando e desenvolvê-la junto ao respaldo do Pimp My Carroça nos deixa muito otimistas”, enfatiza Valéria Michel, diretora de sustentabilidade da companhia para o Brasil e Cone Sul.

Para os catadores que fazem parte do projeto piloto, o resultado já chegou: suas vendas aumentaram, com volumes adicionais de embalagens por semana. “Agora não precisamos mais esperar 2 ou 3 meses para fechar a carga”, pontua Maria Tereza Montenegro, presidente da CooperVivaBem.

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