Estudo realizado em cinco países mostra ainda que 71% dos entrevistados no Brasil também estão buscando informações sobre sustentabilidade 

A Pearson, empresa de aprendizagem, divulga os resultados da Global Learner Survey 2021 — Parte 4. A pesquisa, que ouve populações de diversos países para identificar suas percepções e expectativas sobre a educação e a sociedade em geral, está sendo realizada e publicada em vários capítulos temáticos ao longo do ano. A quarta parte ouviu pessoas com idades entre 16 e 70 anos em cinco países (Brasil, China, Estados Unidos, México e Reino Unido) para entender o que as pessoas pensam sobre as mudanças climáticas e como se sentem sobre a educação e as informações que recebem sobre o assunto.

Em tempos de COP26 e de inúmeras ações de ativismo e debates sobre os efeitos do homem na natureza, os entrevistados estão divididos sobre a inevitabilidade do impacto das mudanças climáticas. Brasil e México são os mais otimistas: dois terços dos entrevistados nesses países (ambos com 64%) acreditam que os efeitos das mudanças climáticas ainda podem ser evitados. Os brasileiros (71%) também lideram o grupo de entrevistados que atualmente estão tentando se informar sobre as questões climáticas. A China tem a menor proporção (48%).

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A maioria dos entrevistados (61%) em todo o mundo está ativamente tentando se educar sobre as questões climáticas. As três principais fontes de informação que os respondentes estão usando atualmente são: imprensa (58%), redes sociais (43%) e filmes (42%). Curiosamente, apesar do acesso às redes sociais ser alto, essa fonte de informação está entre as menos confiáveis para os participantes (51%). As mais confiáveis são experiência pessoal (77%), livros (76%) e filmes (72%).

A experiência pessoal parece ter um grande peso, de fato. 84% dos entrevistados em todo o mundo dizem que, depois de aprender mais sobre as mudanças climáticas, eles agiram em suas próprias vidas para reduzir seu impacto.

“As preocupações com a mudança climática e o meio ambiente crescem diariamente e permeiam nosso dia a dia das formas mais diversas, seja na cobertura jornalística do COP26 ou no fato de precisarmos de casaco às vésperas do verão. Não é à toa que o termo ESG, que tanto impulsiona as empresas a fazerem mais pela sociedade, começa com E de Environment, ou Meio Ambiente”, diz Juliano Costa, vice-presidente de Produtos Educacionais da Pearson Latam. “Para preservarmos o futuro do nosso planeta, temos a formidável ferramenta da educação, que sempre foi um motor poderoso para promover mudanças. Nesse ínterim, a educação assume um papel fundamental para preparar as gerações atuais e futuras para viver em um mundo sustentável”.

Outras descobertas desta edição da Global Learner Survey incluem:

  • Aproximadamente metade dos entrevistados em todo o mundo (55%) afirmam que provavelmente procurarão emprego em uma área que tenha um impacto positivo direto sobre o meio ambiente. México 68%, Brasil 63% e China 62% lideram os índices.
  • Mais da metade dos entrevistados em todo o mundo (58%) não sentem que os tópicos relacionados ao meio ambiente foram ensinados de forma adequada quando eles estavam na escola. O Brasil está na contramão desse índice, com 44%.
  • Mais da metade dos entrevistados em todo o mundo acreditam que as crianças devem começar a aprender sobre as mudanças climáticas na escola primária ou antes. Brasil e México são os dois países que preferem começar essa educação já na fase pré-escolar, com 48% e 51%, respectivamente.
  • Profissionalmente, essa questão também parece pesar. Mais da metade dos brasileiros (53%) e dos mexicanos (54%) acreditam que é muito importante que as suas carreiras tenham um impacto ambiental positivo, enquanto EUA (28%), Reino Unido (19%) e China (28%) tem índices mais baixos.

A Pearson conduziu o estudo em parceria com a Morning Consult, empresa global de inteligência de dados sediada nos Estados Unidos. Ao todo, foram ouvidas 5.000 pessoas com idades entre 16 e 70 anos, por meio de entrevistas online, entre os dias 26 de outubro e 2 de novembro. Os resultados são representativos da população com acesso à internet em cada país, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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