Consumidor acredita que empresas devem ser agentes de mudança e não apenas presentes nas gôndolas de supermercado

Realizada em outubro de 2021 pela consultoria Walk The Talk by La Maison, a pesquisa GPS entrevistou 2243 pessoas, de 16 a 64 anos, das classes A, B e C, nas cinco regiões brasileiras. O estudo mostrou que 47% dos entrevistados acreditam que as empresas têm o poder de mudar seus produtos e marcas para contribuir para a solução dos problemas globais e podem implantar ações para enfrentar os desafios socioeconômicos. Mas 31% dos brasileiros disseram que as empresas deveriam ser mais ativistas. Apenas uma minoria (2%) acredita que não cabe às empresas agir contra os problemas globais.

“A expectativa do papel das empresas cada vez mais comprometidas com causas sociais aumenta a responsabilidade corporativa”, ressalta Juliana Simão, sócia-diretora da Walk The Talk by La Maison. “Ao mesmo tempo cria oportunidades para que possam desenvolver suas marcas, sua imagem e reputação num contexto de mudanças sociais”, afirma.

Para 53% dos brasileiros poluição do ar é a principal degradação ambiental, seguida do desmatamento (52%) e o uso excessivo de água (52%), problemas que poderiam ser amenizados com atuação empresarial.

Percepção de racismo – A desigualdade entre negros e brancos no Brasil também foi apontada por quase metade dos entrevistados (48%) como uma questão com a qual se importam muito e que deveria ser combatida no mundo corporativo.

Para a Juliana Simão, esse resultado mostra que ações corporativas para reduzir a discriminação racial terão chance de conquistar aprovação entre os consumidores. “O preconceito racial aparece como uma preocupação maior do que a desigualdade de gênero ou o aumento de favelas e submoradias”, enfatiza Juliana.

Já os combustíveis de fontes não renováveis aparecem em último lugar entre as preocupações (38%), além do uso excessivo de plástico (41%) e produção e descarte incorreto de lixo (49%). “Apenas uma minoria dos brasileiros, 4%, se declara realmente ativista em favor de alguma causa”, constata ela. “E para esse segmento problemas sociais como discriminação por raça e homofobia são muito relevantes”, diz.

Quando perguntados sobre o problema com o qual mais se importa, a grande maioria apontou a falta de acesso à saúde gratuita e de qualidade. As consequências da Covid-19 podem ter influenciado nesse resultado. “A saúde é sempre um tema de preocupação, mas a pandemia que atingiu os brasileiros, de maneira bastante cruel, pode ter afetado essa percepção”, ressalta a sócia-diretora.

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