Levantamento da CECP aponta que investimento social corporativo será foco de 76% das empresas do mundo para os próximos anos. Pesquisa ainda destaca case brasileiro como exemplo a ser seguido

Mais de três quartos das empresas globais adotarão ESG até 2025, incorporando fatores ambientais, sociais e de governança em seus objetivos de negócios, estratégias, relatórios e tarefas diárias, de forma transversal às áreas da empresa. É o que aponta o Global Impact at Scale: 2021 Edition, relatório de intercâmbio global da Chief Executives for Corporate Purpose© (CECP), em colaboração com o CECP Global Exchange (GX).

O estudo destaca as tendências internacionais em estratégias de propósito corporativo, com levantamento com quase 200 empresas de 18 países, com receita média de US$ 5,7 bilhões. O Brasil é representado pelos dados da Comunitas, organização sem fins lucrativos, apartidária e independente que fomenta e fortalece um pacto coletivo entre setores para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

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O Global Impact at Scale aponta que os investimentos sociais corporativos aumentaram um recorde de 41% em três anos. A média dos recursos subiu 77%, passando de US$ 2,8 milhões em 2019 para US$ 4,95 milhões em 2020. O aumento de recursos alocados em Diversidade, Equidade e Inclusão foi reportado por 70% das empresas participantes. Em relação à Covid-19, pouco mais da metade (51%) das empresas relataram que a pandemia motivou novas intervenções e 65% delas foram focadas no setor de saúde.

“Embora os desafios do ano passado tenham tido um efeito profundo nas operações de muitas empresas, o Global Impact at Scale ressalta a incrível adaptabilidade do setor privado”, disse Beth Gallagher, diretora de Insights Corporativos do CECP. “O relatório mostra que as empresas resistiram à reviravolta mais inesperada e responderam a novos testes de forma eficaz, estratégica e com propósitos mais profundos”.

Analisando o cenário brasileiro, as empresas seguiram a mesma movimentação. A Comunitas, por meio da pesquisa Benchmarking do Investimento Social (BISC), revelou que, em 2020, a crise sanitária da Covid-19 motivou o maior investimento social privado já visto no país, com valores em torno dos R$ 5.047.696.336 – índice 95% maior, se comparado a 2019. Destes valores, 47% dos recursos foram destinados exclusivamente à luta contra a doença.

“O perfil de atuação do investimento social sofreu inúmeras mudanças nesse período de pandemia: grupos da população que passaram a se destacar como beneficiários, novas áreas de atuação prioritárias, ampliação dos repasses às organizações da sociedade civil e crescimento do alinhamento às políticas públicas.  As dificuldades impostas pela crise sanitária tiraram todos da zona de conforto e moveram a sociedade em torno de um pacto coletivo pela solução. Vimos o aprofundamento da colaboração em todos os sentidos, entre as empresas de setores similares ou diferentes, com as organizações sociais e, sobretudo, com os governos”, explica Patricia Loyola, diretora de Gestão e Investimento Social da Comunitas.

A alta demanda gerada pela Covid-19 no Brasil fez com que as empresas respondessem com foco e agilidade aos desafios impostos.  Naturalmente, a área da saúde congregou o maior volume de recursos, tendo recebido 45% do investimento das empresas da rede BISC, um crescimento de 41 p.p. em relação ao ano anterior. Sob o impacto da pandemia, projetos de assistência social também ganharam destaque, e passaram de 1% do investimento social privado em 2019, para 5% em 2020, de acordo com o BISC – um aumento que corresponde a R$221 milhões.

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