A solução é capaz de recuperar energeticamente o lixo urbano e industrial

O Brasil já tem à disposição de seu mercado urbano e industrial a primeira e inédita tecnologia de reciclagem e recuperação energética do seu lixo urbano e industrial batizada de FlashBox®. Ela é capaz de gerar de 1 até 2 MW de energia por tonelada de resíduo processado e já está disponível para operar tanto em municípios como em indústrias. Sua proprietária é a empresa nacional Zeg Ambiental, fundada em 2012. O seu fundador e CEO, André Tchernobilsky, realizou uma pesquisa informal pelo mundo e verificou que os países com o maior número de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) são os maiores recuperadores de energia de resíduos, esses mesmos países ainda são os com as maiores taxas de reciclagem de resíduos, “Isso despertou em mim o interesse de implantar no Brasil as mesmas soluções que esses países desenvolvidos”, diz ele.

No Brasil 96% dos 5.700 municípios estão abaixo de 100.000 habitantes e são cidades que geram até 100 toneladas por dia de resíduos sólidos urbanos (lixo) e isso não oferece uma escala técnica e econômica para os chamados projetos de WTE – grandes usinas geradoras de energia por meio do lixo urbano. Nesse universo, o Brasil mantém mais de 3.000 lixões abertos sem qualquer cuidado ambiental.

Canecas Personalizadas

Neste cenário nacional, André Tchernobilsky decidiu desenvolver sua própria tecnologia, um reator de gaseificação anaeróbico instalado dentro de um container de 40 pés (comum de navios) com um núcleo superaquecido acima de 1000 graus – temperatura equivalente ao magma vulcânico. O equipamento foi batizado de FlashBox®, pois realiza em segundos o que a natureza demoraria milhões de anos, transformar matéria orgânica em combustível (gás, óleo e carvão). Trata-se de uma solução completa e eficiente ao meio ambiente para alcançar a conversão de resíduos em energia limpa. Criador dessa solução, Tchernobilsky garante que ela pode atender hoje 96% do mercado brasileiro, tanto para cidades como indústrias que queiram recuperar seus resíduos urbanos e de produção.

A solução FlashBox®  vem de encontro com a política nacional dos resíduos sólidos implantada, porém sem efetividade, no Brasil em 2010. De acordo com essas novas determinações, antes de enterrar o lixo todos os municípios devem primeiro reciclar. “Nesse contexto legal temos em evidência também o Marco do Saneamento Ambiental de 2020, em que todos os prefeitos têm até o próximo mês de agosto para resolver o problema do lixo urbano de suas cidades”, lembra o CEO.

Como funciona

O projeto dos reatores FlashBox®  são implantados depois de passarem por uma licitação nos municípios interessados ou por meio de uma Parceria Público Privada (PPP). Vencendo essa etapa, o projeto é implantado com a cobrança de uma taxa sobre o lixo, sempre menor que o município paga atualmente. A implantação demora de 8 até 12 meses e os contratos podem variar entre 20 e 30 anos.

Tchernobilsky explica que cada estrutura implantada faz parte do que a Zeg Ambiental chama de Ecoparque – 4D (Descarbonização, Descentralização, Digitalização/Automatização, Democratização de Recursos à sociedade), uma tendência europeia que define uma central de tratamento dos resíduos urbanos que além da usina tem também uma central de triagem e uma área de preparação. “Somos capazes de gerar de 1 a 2 MGW por tonelada de resíduos recuperados. Podemos atender com essa solução qualquer município acima de 12 mil habitantes”, diz ele. A solução traz também a opção de um contêiner de 20 pés para operações menores, com a mesma escola de eficiência.

 

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