Bliv utiliza a tendência da assinatura para melhorar custo-benefício para clientes e tem boa adesão de público

Seguindo a tendência do crescimento no mercado de bikes, uma startup brasileira com apenas dois anos no mercado tem como proposta melhorar a locomoção urbana com sua bike elétrica. Além de ser uma ótima opção sustentável ao trabalhador que quer fugir do trânsito ou do desgaste do transporte público sem precisar suar, as bicicletas da BLIV também vêm sendo as preferidas entre os entregadores de aplicativos, devido a possibilidade de locação a baixo custo.

A história começou quando Bruno Caheté, um dos cofundadores da marca, com mais de 30 anos no mercado de bicicletas, acompanhou o “boom” do mercado de bikes elétricas na Europa e nos EUA, nos últimos 10 anos. Então, ao analisar o cenário nacional, Caheté percebeu que não existia esse mercado no Brasil, e que segundo ele mesmo, pelos números apresentados, ainda não existe.

Canecas Personalizadas

Para chegar ao modelo de negócio, o empresário de 50 anos estudou a tributação, e onde tinha um problema, ele encontrou a solução. “A tributação de bicicleta elétrica é mais cara que bomba, whiskey, revolver, por incrível que pareça. Uma solução econômica encontrada, que foi até alinhada a tudo que está ocorrendo no mundo, desde apartamento por assinatura, como Airbnb, contas compartilhadas como Netflix, foi o conceito de assinatura. A assinatura tem um perfil que traz para baixo o preço, tonando mais viável”, explicou Bruno.

Depois dos investimentos iniciais e da comprovação de negócio, na qual uma bicicleta foi alugada para um cliente desconhecido, captado de forma online, e vendida com lucratividade, era a hora de encontrar novos sócios. “Depois, era precisado escalar e fui em busca dos sócios. Então, entraram o Gumercindo e outra empresa de saúde aqui, que eram sócios que complementavam os skills que eu tinha, pois eram pessoas com maior experiência em gestão de pessoas, gestão de sistemas, fluxo de caixa”, ressaltou.

Hoje, como CEO da BLIV, Gumercindo Neto diz que o modelo de negócio e o potencial de mercado, o levaram a aceitar o convite feito por seu sócio. “Minha atuação em várias décadas em artigos esportivos, deu para acompanhar o movimento do consumidor. Cada vez mais consciente, cada vez mais preocupado com a mudança climática e com novos hábitos. O consumidor deixou de ter uma preocupação obsessiva em ter e passou a para uma postura muito estimulada em usufruir”, disse Gumercindo, antes de completar.

“Depois, participando como membro do conselho da World Federation Sporting Goods Industry, tive a oportunidade de ver que o negócio de bicicleta é o dobro do negócio que nós chamamos de artigos esportivos, como o calçado esportivo, a roupa e o equipamento. A razão é muito simples. São duas coisas. A primeira é a explosão que vinha tendo a bicicleta normal, a evolução e o crescimento nas economias centrais, e, principalmente, essa nova consciência, o novo consumidor se expressando por meio do compartilhamento ou a locação e assinatura dos bens”.

Seguindo a contramão dos demais mercados, o mercado de bicicletas apresentou um aumento relevante durante a pandemia. Desta forma, o que poderia ter sido algo trágico para a startup, acabou trazendo um novo tipo de cliente.

“Quando fizemos o negócio, o primeiro molde que tínhamos era a mobilidade urbana. A pessoa que está saindo do carro, que não quer mais ficar naqueles cinco quilômetros que as estatísticas mostram que você leva uma hora no trânsito, mas que com essa bicicleta você vai andar, a cada quilometro, três minutos de uma maneira muito tranquila, com todos os benefícios de uma bicicleta elétrica. Começou a pandemia, começou o home office, esse cliente foi para casa e devolveu a bicicleta. Depois, de uma forma muito espontânea, um entregador de aplicativo viu a bicicleta, se interessou e alugou com seu próprio cartão de crédito. Ele gostou de tudo que envolvia a bike e indicou para seus colegas de profissão, que também indicaram a outros, o que levou a uma explosão. Com isso, nós viramos a bicicleta de maior desejo entre os entregadores”, afirmou Bruno.

Além disso, Caheté faz questão de lembrar que o seguimento de entrega de última milha vem sinalizando positivamente para essa solução. “Existe um varejista que estamos negociando, que tem mais de duas mil lojas, e está testando o modelo de entrega SHIP FROM STORE. Ou seja, entregas diretas da loja, onde você faz o pedido online, eles analisam seu CEP, encontram uma loja próxima a você e o produto é entregue em 15 minutos. Esse mercado está explodindo e estamos em contato com muitas empresas. É um mercado com pelo menos 50 mil bicicletas elétricas”, ressaltou.

Visando o fim da pandemia, os sócios acreditam que essa nova solução em mobilidade urbana cresça ainda mais. “Com a economia se estabilizando, a pandemia sendo controlada e voltando o equilíbrio entre o home office e escritório, teremos essa mobilidade altamente favorecida, somado a toda essa parte de e-commerce, last mille, delivery se consolidando de maneira extraordinária”, disse o CEO da empresa.

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