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“A psicologia das mudanças climáticas” explica a falta de ação frente ao meio ambiente

Livro mostra o contraste entre evidências crescentes do caos climático e a preocupação decrescente por parte da população

A ciência vê as mudanças climáticas como caóticas para a humanidade. Então por que há pessoas pouco preocupadas com isso, apesar de o assunto estar na pauta do dia com a COP26? O livro A psicologia das mudanças climáticas , recentemente publicado pela Editora Blucher, reúne as principais conclusões da Psicologia em resposta a esta questão.

Originalmente publicada em inglês (Routledge, 2018), a obra faz parte da coleção A psicologia das coisas, que apresenta ao leitor conhecimentos cientificamente consolidados sobre temas diversos em linguagem clara e acessível.

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Em A psicologia das mudanças climáticas, o professor Geoffrey Beattie e a pesquisadora Laura McGuire evidenciam uma contradição eminente: com catástrofes naturais aumentando em frequência e intensidade, cada vez mais pessoas sentem na pele o impacto do caos climático. Ainda assim, poucos se engajam para evitar que a situação se agrave.

Aos olhos da ciência, as mudanças climáticas são alvo de consenso ímpar, assim como o principal contribuinte a seu agravamento: o ser humano. O uso da energia e da terra, o crescimento populacional e os padrões de consumo cotidianos são responsáveis por emissões crescentes de gás carbônico, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.

Ações simples, como comer menos carne e reciclar, teriam grande impacto se adotadas. Além disso, a conscientização e a pressão da sociedade sobre governos são importantes para a adoção de medidas e tecnologias que ajudem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Mas a Psicologia evidencia que a falta de ação envolve crenças culturais, políticas e religiosas fortemente arraigadas, associadas a uma série de vieses presentes em nossas formas de agir no cotidiano.

Questão de viés – A Psicologia distingue dois sistemas cognitivos, distintos e complementares. Um é racional, lógico. O outro, irracional, não costuma ponderar sobre as coisas. Automaticamente, associa ideias diversas, resultando em impressões e sentimentos com grande influência sobre nosso julgamento.

Os autores destacam que muitas campanhas de conscientização falham por depositar sua confiança na racionalidade do ser humano. O problema é que nosso sistema lógico costuma defender as emoções e impressões do sistema irracional. Sem examiná-las, busca argumentos e informações coerentes com as crenças dele originadas, adotando o chamado viés de confirmação.

Há vieses diversos que acompanham este processo. Os vieses espacial e temporal, por exemplo, dizem respeito à crença de que as chances de algo ruim acontecer com alguém em outro lugar ou época seriam maiores do que de acontecer aqui e agora, conosco.

Outro exemplo é o viés de otimismo, que diz respeito às diferentes formas de processar o mundo e são inconscientemente adotadas pelos otimistas. Respostas emocionais muitas vezes nos guiam a crenças errôneas sobre benefícios e riscos de atitudes diversas, com tendência a subestimar o perigo e não tomar atitudes que poderiam preveni-lo.

Então como promover mudanças? Geoffrey Beattie e Laura McGuire trazem a indústria do cigarro à conversa para entendermos as poderosas lições de suas propagandas. A chave pode estar em considerar os lados racional e emocional da mensagem, despertando a emoção certa para que a necessidade de preservar o planeta seja vista como oportunidade, e não sacrifício.

Ficha técnica:

Título: A psicologia das mudanças climáticas
Autores: Geoffrey Beattie e Laura McGuire
Número de páginas: 128
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 35,00

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